segunda-feira, 9 de maio de 2011

Produção, Consumo e Estilo de vida: o Rock e o Sertão em Sergipe


O presente texto irá tratar de alguns pontos referentes ao meu projeto de pesquisa aprovado para o Mestrado de Antropologia Social – UFS. O trabalho intitulado “Produção, consumo e estilo de vida: o Rock e o Sertão em Sergipe”, tem como referencial teórico os Estudos Culturais, estudos da juventude, do estilo de vida e do consumo. Nesse contexto, tenho como objeto de pesquisa o evento Rock Sertão, que acontece no município sergipano de Nossa Senhora da Glória (Situada no sertão sergipano a 126km da capital e com 30.466habitantes, segundo dados do censo de 2008 do IBGE) desde o ano de 2001 e que no de 2011 está em sua 9ª edição.

A partir de pesquisa feita no Blog - www.rocksertao.com.br/blog/ - idealizado pela comissão organizadora do evento, obtive conhecimento de que festival Rock Sertão surgiu a partir da necessidade dos integrantes de uma banda de rock local, chamada Fator RH, em divulgar seu trabalho e promover um intercâmbio entre as bandas que se intitulam alternativas (termo para designar grupos à margem do circuito midiático) e independentes (termo usado para designar bandas sem vínculo com gravadoras renomadas) para que elas também pudessem ter um espaço para demonstrar suas músicas.

De acordo com os idealizadores, a idéia pensada para o festival era a de que as bandas alternativas de vários estilos musicais pudessem demonstrar suas produções, sem cobrar cachê, num evento que ocorreria em praça pública para que assim se pudesse formar um público maior para esse estilo musical e atender os anseios do público local. Além disso, buscava-se também através do festival o acesso a uma produção musical oriunda da própria região e o estimulo ao surgimento de novas bandas de rock, contrapondo-se aos estilos musicais mais evidenciados pelas propagandas de governo em Sergipe e pela mídia comercial, como: o forró, o pagode e o axé.

O festival, ao longo de sua trajetória, foi sendo ampliado e tem conseguindo espaço de divulgação local através de um programa que vai ao ar aos domingos na Rádio Comunitária “Boca da Mata FM” e que toca diversas músicas do cenário do rock independente sergipano. Através do festival, o público pode também comprar materiais das bandas, como CD’s, camisetas, adesivos e conhecendo melhor a produção das bandas.

O público e a participação no evento foram se ampliando. As pessoas começaram a ligar para a rádio Boca da Mata e pedir que tocassem as músicas das bandas que participavam do evento, fato que propiciou a organização decidir quais bandas poderiam tocar e agradar o público local. Dessa maneira, eles foram atraindo cada vez mais público, até que na 6ª edição chegaram a participar 16 bandas sergipanas e um cantor de reconhecimento nacional: Zeca Baleiro. A partir dessa aceitação local, o festival foi também chamando atenção da mídia sergipana, tendo sua programação divulgada na maior emissora de TV sergipana, vinhetas divulgadas nas rádios, divulgação na internet e em blogs, além de na penúltima e última edição contar com o apoio do poder público estadual para a realização do festival.

Dito isto, o objetivo geral da pesquisa é analisar a partir do festival Rock Sertão, o consumo cultural e estilos de vida dos jovens produtores e consumidores do festival e sua relação com o que este evento significa em Sergipe.

Como metodologia, proponho contextualizar a trajetória do surgimento do festival, como ele se firmou, como é financiado, como é caracterizado e produzido, através de entrevistas com os produtores do evento. Estou acompanhando, através da observação direta, toda a logística dos dias que antecedem o festival deste ano, e estarei presente nos dias de realização do evento. Etnografar o momento do festival, analisando os atores presentes (produtores, músicos e consumidores), como agem, como se movimentam, como se vestem, suas percepções sobre o evento, suas relações de sociabilidade, usos dos espaços, apropriações simbólicas e expressões que aproximam a análise sobre o consumo do festival, bem como sobre um estilo de vida próprio. Além disso, a idéia é entrevistar atores do setor midiático municipal e estadual a fim de entender suas percepções sobre o festival e como ele se situa diante do contexto do mainstream cultural sergipano.


sábado, 29 de maio de 2010

BIBLIOTECA VIRTUAL ESTUDOS AFRICANOS

https://docs.google.com/leaf?id=0Bz1GXZke2RrvMGQxMGYxMTEtN2U0NS00ODUzLTgyODYtNTJiOGQxNjBkYmNm&hl=pt_BR

BIBLIOTECA VIRTUAL

SEGUE ABAIXO VÁRIOS TEXTOS DE INTERESSE COLETIVO

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vamos começar a agitar o blog? Vejam o texto abaixo...

Canal Internacional da TV Brasil inicia transmissões para a África

retirado de:
http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/nucleo-de-comunicacao-publica/copy_of_em-questao-1/em-questao-do-dia/canal-internacional-da-tv-brasil-inicia-transmissoes-para-a-africa

Na última segunda-feira (24), a TV Brasil deu início às transmissões internacionais . O canal começou a ser distribuído em 49 dos 53 países da África
A TV Brasil deu início às transmissões internacionais na última segunda-feira (24). O canal começou a ser distribuído em 49 dos 53 países da África. Para marcar o início das transmissões do canal público brasileiro no continente africano, o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, fez uma saudação, transmitida pela TV Brasil Internacional. O objetivo é divulgar a cultura, o povo, a riqueza e as oportunidades do Brasil.O canal será transmitido em língua portuguesa e a programação será composta por conteúdos da própria TV Brasil, com ênfase em programas informativos e culturais brasileiros, ajustados ao fuso horário de Angola (quatro horas a mais em relação ao horário de Brasília). Haverá ainda, na grade africana, três programas criados especialmente para o canal internacional: o Conexão Brasil, que situa a posição do País em relação a grandes temas mundiais; o Brasileiros no Mundo, voltado para as comunidades de emigrados, e o Fique Ligado, uma agenda cultural para os brasileiros que vivem no exterior.Para a montagem do canal, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) teve poucos gastos operacionais. O satélite que está sendo usado já era utilizado para distribuir o Canal Integración, criado em 2003 pela antiga Radiobrás, com o objetivo de fortalecer a idéia da integração continental. Para ter a programação distribuída no continente africano, a TV Brasil firmou acordo com a Multichoice, maior operadora de TV por assinatura do continente, que opera através dos sistemas DTH e cabo. O canal internacional estará no pacote básico, sem custos adicionais para o assinante.Os 49 paises que serão alcançados pela TV Brasil Internacional têm uma população de 559 milhões de pessoas. Neles, 2,5 milhões são assinantes da operadora Multichoice. Entre eles estão cinco paises de língua portuguesa: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe. Esta criação atende também a demanda feita pela comunidade de brasileiros emigrados na 2ª Conferência de Brasileiros no Mundo, ocorrida em outubro de 2009, para que a programação da TV pública fosse oferecida no exterior. O Brasil tem hoje mais de três milhões de brasileiros que vivem em outros países.Para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a rede pública de televisão e sua expansão permitirão que “o Brasil seja desvendado para o mundo ao mostrar o que o País tem de melhor”.De acordo com a presidente da EBC, Tereza Cruvinel, “a TV Brasil Internacional é uma conquista da comunicação pública no Brasil”. Ela afirma que como os canais internacionais das TVs públicas de outros países, a TV Brasil Internacional será um canal da nacionalidade brasileira, um instrumento de divulgação do País. Também destaca que o continente africano foi escolhido como primeiro destino do canal em reconhecimento da enorme contribuição para a formação do povo e como civilização. Em breve a TV Brasil Internacional será transmitida para América Latina, Estados Unidos, Canadá, Japão e Europa.

quarta-feira, 17 de março de 2010